
Na escola, constroem-se dinâmicas próprias da vida coletiva e que exigem a competência que vai para além da linguagem verbal e engloba as expressões faciais e toda a gestualidade corporal. O melhor amigo de hoje não me convida para sua festa amanhã. No primeiro horário, sou incluída e me sinto eufórica; no recreio, sou excluída e preciso lidar com a tristeza. O popular que saiu e o novato que chega provocam novas configuração no grupo. Essa dinâmica escolar é fluida e exige acordos entre os pares a todo instante. Por mais que os adultos tentem controlar cada detalhe, a vida real não tem rascunho e nem ensaio. O grande amparo é a possibilidade de rever as escolhas, restaurar relações e fazer melhor nas próximas vezes. Esse ciclo de restauração e aprendizagem é que faz o tempo escolar tão precioso e indispensável na formação humana.