
As famílias precisam de água para se alimentarem, para garantirem a sobrevivência dos poucos animais e da plantação que sobrevive sob um sol escaldante. Na sombra, no outro extremo, politiqueiros rogam por mais sol para poderem comprar os votos e até comprarem a esperança de um povo sofrido. E a “indústria do carro-pipa”, que sob a supervisão do Exército, que paga os pipeiros com dinheiro do contribuinte, a água sangrada do Canal do Sertão ou de adutoras abastecem cisternas ou caixas d’água nos sítios. Mas quem são os verdadeiros donos dos carros-pipas? Quem são as eminências pardas que a cada ano ficam mais ricas com a dor do sertanejo?