
Não sei se você já sentiu saudade de alguém, como se a pessoa já tivesse morrido, mesmo ela ainda estando viva. Essa é apenas uma das muitas sensações peculiares de ter um familiar com Alzheimer, e foi o que me levou a tratar do tema aqui no podcast. Há alguns anos minha mãe convive com essa doença que não tem cura e que, pouco a pouco, vai desligando o cérebro da pessoa. Já comentei a respeito no meu Instagram, e vários seguidores me estimularam a tratar disso com mais profundidade, mas sempre fiquei reticente. A bem da verdade, enquanto escrevo essas palavras aqui ainda tô reticente. Só que essa experiência pode ajudar outras pessoas que estão em situação similar. Porque ouvindo esse relato, alguém pode evitar cometer os erros que, infelizmente, eu cometi. Falar disso pode me ajudar também a processar melhor o que chamo de despedida em conta-gotas: a cada encontro, parece que tem menos daquela pessoa dentro dela mesma. É um episódio diferente de todos os que já fiz aqui no APRENDA, porque parte de um relato em primeira pessoa, embora eu tenha lido algumas reportagens para fazer um texto que serviu de base para a gravação. Também passei do tempo habitual, então peço a paciência de quem queria apenas um episódio curtinho. Se você não gostar, eu compreendo. Mas amanhã tem mais conteúdo como o que eu costumo colocar aqui sempre. Hoje, só hoje, eu precisava dar essa desviada da rota. Pra saber mais: - Doença de Alzheimer Por Maria Helena Varella Bruna, Site Drauzio Varella