
Xe rapó Andrey Guaianá Zignnatto Entre as memórias ancestrais indígenas e as memórias da adolescência, quando trabalhava como pedreiro, Andrey Guaianá Zignnatto constrói as raízes e bases do seu trabalho. Em Xe rapó, que na língua Tupi-Guarani significa “minha raiz”, o artista coloca um tijolo baiano de barro sobre um buraco raso cavado na terra. O tijolo, um dos mais comuns na construção civil brasileira, ainda está cru e levemente úmido, o que permite que os gestos do artista, aos poucos, dissolvam o formato do objeto até que ele seja reincorporado à terra. Usando colares, tornozeleiras e pinturas indígenas, a ação de Andrey configura-se como um ritual artístico que traz elementos da cultura ancestral Guaianá para o trabalho, integrando história, memória e território. _ NARRAÇÃO POTYGUARAS Narração: Juão Nyn