
Tradução Venerável Tenzin Kunsang Lama Zopa Rinpoche inicia este ensinamento, gravado em 5 de dezembro de 2020, no Mosteiro de Kopan, no Nepal, explicando que recitar as Trinta e Sete Práticas de um Bodhissattva, de Togme Sangpo, corta o loong (desequilíbrio do vento). Rinpoche explica que ele é incrivelmente eficaz para a mente e seria bom memorizá-lo por ser curto. Então, quando estiver caminhando por aí, ele pode ser recitado e, se você estiver experimentando loong, isto o cortará. Rinpoche também aconselha que, se você tiver loong, meditar na vacuidade também o cortará. Se você não meditar na vacuidade, por mais que saiba, mesmo que você seja um especialista nas palavras dos ensinamentos Madhyamaka de Nagarjuna, se você não meditar e não praticar, o loong aumenta, especialmente se houver um pensamento forte de autoestima egoísta e você estiver considerando o eu como real. A partir de então, todas as 84.000 delusões surgem. O eu verdadeiro em que você acredita não está lá, de modo algum. O que aparece como real e no que você acredita - os agregados - não estão lá, eles existem apenas no mero nome. Como você está habituado desde os renascimentos sem começo com o conceito de manter o eu como realmente existente, você está embriagado com esta alucinação desde os renascimentos sem começo. Você se torturou e se enganou por todo esse tempo, e devido a isso, você sofre no samsara. Você acredita que o sofrimento e a felicidade vêm de fora, mas eles vêm de sua própria mente. Mesmo a virtude não vem de fora, ela vem da sua mente. Isto inclui o vírus. Pensamos que ele veio de fora, mas ele também veio de nossa mente. Aqueles que não criaram o carma negativo para pegá-lo, nunca o farão. Nem todos receberão o vírus e nem todos sofrerão da mesma forma com ele. Alguns têm uma dor inacreditável e outros não têm sintoma algum. É o carma. Rinpoche então compartilha o verso 24 de As Trinta e Sete Práticas de um Bodhissattva: Os vários problemas, como a morte de um filho em um sonho, São aparências alucinadas. Ao mantê-los como verdadeiros, você sofre. Portanto, sempre que se deparar com condições desarmônicas, Vê-las como alucinações é a prática de um bodhisattva. Rinpoche explica que esta é uma meditação muito boa, especialmente quando você encontra problemas. Caso contrário, você está sempre à procura de métodos externos para ajudar com seus problemas. De fato, tudo é uma alucinação, como as aparências de um sonho. Depois que você acorda de um sonho, nada aconteceu, e enquanto você está sonhando, se você reconhecer que é um sonho, não haverá nada ali. Tudo é assim; no entanto, pensamos que tudo é real. Qualquer coisa que apareça como real no mundo, nós seguimos aquilo. Alguém que realizou a vacuidade, vê tudo como uma alucinação. Simplesmente aparece, mas eles não acreditam; não existe o agarrar-se a isso. Tantos problemas – depressão, relacionamentos, vida na prisão – você pensa que tudo é real. De fato, não existe um único átomo na realidade. Você se engana e sofre devido a esta aparência alucinada. Você deve praticar continuamente a plena consciência de que todos os seus problemas e tudo o que você está fazendo é uma alucinação. Se você cultiva a plena consciência de que tudo o que faz é como um sonho, então a sua vida inteira se torna uma festa de aniversário! A meditação consciente na vacuidade é uma bomba que destrói todas as delusões. Rinpoche compartilha o verso 135 do livro Os Quatrocentos Versos do Caminho do Meio, de Aryadeva: Como o corpo é coberto pelo sentido do corpo (tato), Todas as delusões são cobertas pela ignorância. Portanto, todas as delusões cessam. Com a destruição da ignorância. Com a realização da bodhichitta, o que quer que você faça, mesmo respirar ou usar o banheiro, é para trazer inúmeros outros para a iluminação. Quando você não tem a realização, você precisa se esforçar muito em tudo o que faz para que seja feito com bodhichitta.