
Os textos de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer examinam a dialética do esclarecimento, argumentando que a razão moderna, ao buscar o desencantamento do mundo e o domínio da natureza, acabou por converter-se em uma nova forma de mitologia e dominação. Os autores analisam como o progresso técnico e o pensamento instrumental geram a alienação humana, a massificação cultural por meio da indústria cultural e a regressão à barbárie. Através de excursos filosóficos, como a análise da viagem de Ulisses, a obra demonstra que a autoconservação e o cálculo racional exigem a repressão dos instintos e a submissão dos indivíduos. Em última análise, a teoria crítica propõe que o esclarecimento precisa refletir sobre suas próprias contradições para evitar que a emancipação humana seja sufocada por um mundo administrado.