
Neste episódio em duas partes, partilho um movimento que foi vivido no corpo ao longo dos últimos anos: uma travessia entre a empatia fusional e o regresso ao eixo. Na primeira parte, abro o campo da empatia sem limite. O quanto, muitas vezes, ajudamos a partir de um lugar onde nos perdemos, entre a fusão com o outro e o afastamento como forma de proteção. Trago também um olhar sobre o campo coletivo, em particular o território português, onde existe uma forte identificação com o sofrimento e uma tendência para a reatividade emocional, que atravessa não só o indivíduo, mas o próprio modo como nos relacionamos. Na segunda parte, entramos no eixo. Não como conceito, nem como técnica, mas como experiência direta no corpo. O eixo surge como presença pura. Como um fio interno onde a nossa luz - não como algo elevado ou idealizado - mas como presença viva, pode simplesmente existir. Uma presença que não tenta transformar, não tenta resolver, não tenta sair do que é. Ao longo dos dois episódios, percorremos: - a diferença entre empatia e fusão - o papel do limite como estrutura de presença - a ilusão do controlo subtil em muitas práticas – e a possibilidade de uma escuta mais simples, mais direta, mais encarnada Cada parte inclui um momento de pausa - uma micro-prática - como convite a trazer esta escuta para o corpo. Este não é um episódio sobre “como fazer melhor”. Mas um convite a reconhecer de onde estamos a viver, a sentir e a ajudar. www.anataboada.com