
Por que julgo ser infeliz sem um vício? Vivemos num mundo onde o excesso se disfarça de conforto e o hábito se transforma em prisão. As dependências humanas prometem alívio imediato, mas provocam deterioração da saúde, afastamento social e desequilíbrio emocional. Relacionamentos tóxicos, jogo, álcool, droga, comida, redes sociais e consumo exagerado são exemplos de possíveis origens de vícios que nos prejudicam. Este podcast não se centra em métodos para abandonar dependências. Apresenta estratégias para evitar recaídas e enfrentar o que vem depois, que é o vazio deixado pelo abandono do mau hábito. Para os estoicos, os vícios são sinais de que a alma está dominada por paixões desordenadas e quando tenta escapar à dor, caí em rotinas nocivas. Epicteto ensina que somos livres quando dominamos o que está sob o nosso controlo, e os vícios, por serem impulsos que nos dominam, afastam-nos da liberdade e da paz interior. Após abandonar um vício, a sensação de infelicidade é comum e tem explicações muito claras, tanto do ponto de vista psicológico como neurobiológico. Durante anos, o vício foi associado a momentos de prazer. O cérebro aprendeu a relacionar o hábito a sensações positivas.