
O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 47º episódio discutindo como a classificação molecular e os biomarcadores estão transformando o tratamento do câncer de endométrio avançado e permitindo escolhas terapêuticas cada vez mais individualizadas. Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Larissa Müller Gomes, médica oncologista da Rede Américas e diretora de Comunicação do Grupo EVA; Leandro Apolinário, oncologista do Hospital Santa Joana, em Recife; e Gustavo Focchi, médico patologista, Head do Time de Ginecopatologia do Laboratório DASA e professor adjunto doutor do Departamento de Patologia da UNIFESP. Ao longo do episódio, os especialistas explicam por que o câncer de endométrio deixou de ser entendido como uma doença única. Tumores que parecem semelhantes podem apresentar comportamentos e respostas ao tratamento diferentes, e a classificação molecular permite compreender melhor essas características. A incorporação dessas informações também passou a influenciar o próprio estadiamento e as decisões terapêuticas. A discussão aborda o papel da patologia, da imunohistoquímica e de biomarcadores como p53, MMR, POLE, receptor de estrógeno e HER2, além dos desafios para ampliar o acesso aos testes moleculares no Brasil. Leandro destaca que a disponibilidade de centros diagnósticos e os custos ainda representam obstáculos importantes para que esses exames cheguem às pacientes em diferentes regiões do país. Outro foco é a imunoterapia, que passou a ocupar um papel central no câncer de endométrio avançado, com benefício especialmente expressivo entre pacientes com deficiência do sistema de reparo do DNA. O episódio discute como os biomarcadores ajudam a identificar quem pode se beneficiar das diferentes estratégias e como a decisão compartilhada permite considerar, além das características do tumor, as condições clínicas, os efeitos adversos e as preferências da paciente. O futuro também entra na conversa. Gustavo explica como a inteligência artificial poderá auxiliar na análise de lâminas e na identificação de características moleculares dos tumores, embora algumas dessas aplicações ainda estejam em desenvolvimento. Larissa aborda ainda estudos que investigam tanto a possibilidade de reduzir a intensidade do tratamento para determinados grupos de pacientes quanto novas terapias para aquelas que precisam de outras opções. Ao final, os convidados reforçam a importância de conhecer as características de cada tumor para selecionar o tratamento adequado. “As pacientes não são todas iguais”, resume Larissa, ao defender que as informações corretas sobre a doença são fundamentais para definir a estratégia terapêutica e o momento de utilizá-la. Leandro destaca a necessidade de colocar a paciente no centro da tomada de decisão, enquanto Gustavo chama atenção para a qualidade do material analisado como ponto essencial para um diagnóstico molecular adequado. O episódio mostra como a integração entre oncologia e patologia vem permitindo compreender melhor as diferenças entre os tumores de endométrio e avançar na direção de tratamentos orientados pelas características da doença e de cada paciente. Ouça, compartilhe e nos ajude a fazer o EVA CAST com seus comentários e sugestões de temas. Siga o EVA nas redes sociais: @gbtumoresginecologicos. Ficha técnica Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos(EVA). Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca deConteúdo. Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto. Captação e edição de som: J. Benê. Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin Direção:Luciana Oncken