
O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 50º episódio com uma discussão sobre a evolução do tratamento do câncer do colo do útero recorrente ou metastático. A edição aborda os avanços terapêuticos dos últimos anos, as opções disponíveis e os desafios para ampliar o acesso aos tratamentos no Brasil. Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Adriana Moura, médica oncologista do DF Star/Rede D’Or e do Hospital Universitário de Brasília e membro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO); Christiane de Melo Souza, oncologista clínica da CROMA Oncologia, no Rio de Janeiro, com observership em oncoginecologia pelo Instituto Europeu de Oncologia e médica pesquisadora do INCA em tumores ginecológicos; e Gilmara Anne da Silva Resende, oncologista clínica, médica pesquisadora do Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). O episódio explica as diferenças entre doença persistente, recorrente e metastática, os fatores associados ao risco de retorno do câncer e como é realizado o acompanhamento após o tratamento inicial. Entre os temas estão os sinais que podem indicar uma recorrência, os exames utilizados para investigar a doença e as situações em que cirurgia ou radioterapia ainda podem ser empregadas com intenção curativa. A conversa também apresenta a evolução do tratamento medicamentoso. Christiane explica como a combinação de quimioterapia com bevacizumabe e, mais recentemente, a incorporação da imunoterapia modificaram as possibilidades terapêuticas. O estudo KEYNOTE-826, que avaliou a adição de pembrolizumabe à quimioterapia, com ou sem bevacizumabe, ganha destaque pelos resultados obtidos em pacientes com tumores que apresentam expressão de PD-L1. Gilmara aborda os critérios utilizados para escolher o tratamento mais adequado, considerando as características do tumor, as condições clínicas da paciente, os tratamentos anteriores e as diferenças de acesso entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar. A discussão inclui o papel dos biomarcadores na seleção das terapias e as alternativas disponíveis quando a doença progride após o tratamento inicial. Adriana apresenta os resultados de estudos com imunoterapias utilizadas após a progressão da doença, como o EMPOWER-Cervical 1, que avaliou o cemiplimabe. As especialistas também discutem os anticorpos conjugados a medicamentos (ADCs), novas estratégias em investigação e o potencial dessas abordagens para ampliar as opções de tratamento nos próximos anos. O episódio destaca também o papel da equipe multidisciplinar, dos cuidados paliativos e da participação da paciente nas decisões ao longo do tratamento. A conversa aborda ainda os avanços no tratamento da doença localmente avançada, com os estudos KEYNOTE-A18 e INTERLACE, e reforça os desafios brasileiros relacionados ao acesso à radioterapia, aos exames e aos novos medicamentos. O episódio termina com uma reflexão sobre a importância da prevenção, da vacinação contra o HPV e do diagnóstico precoce. Embora novas tecnologias estejam ampliando as possibilidades de tratamento, as convidadas reforçam que reduzir a ocorrência de casos avançados e garantir acesso aos cuidados continuam sendo prioridades no enfrentamento do câncer do colo do útero. Ouça, compartilhe e nos ajude a fazer o EVA CAST com seus comentários e sugestões de temas. Siga o EVA nas redes sociais: @gbtumoresginecologicos. Ficha técnica Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Captação e edição de som: J. Benê Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin Direção: Luciana Oncken Patrocínio: MSD #setembroemflor #câncer #evacast #cancerginecologico #cancerdecolodoutero #imunoterapia #oncologia