
Quando a inteligência policial acaba virando caso de polícia O Governo de São Paulo ergueu uma muralha. Não daquelas de tijolo e cimento, visíveis ao cidadão comum, mas uma muralha de pixels, algoritmos e, principalmente, de dinheiro. Batizada de Muralha Paulista, a iniciativa foi vendida ao público com a pompa habitual dos salvacionismos tecnológicos: integração de câmeras, inteligência artificial, controle da mobilidade criminal. A embalagem, como sempre, é impecável. O conteúdo, quando começa a ser aberto pelos órgãos de controle, exala aquele aroma inconfundível que mistura pressa, opacidade e um caminho tortuoso até o erário. Mais ajuda...