
Falar de cancro na idade maior é reconhecer que cada pessoa tem características particulares. O diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento devem ter em conta o tumor, mas também a autonomia, as outras doenças, a capacidade funcional, o estado nutricional, a saúde mental e a rede de apoio de cada doente. Neste episódio, Isabel Pazos, médica oncologista na Unidade Funcional da Mama, que funciona no Hospital de Torres Novas, no âmbito da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, conduz-nos por uma conversa clara sobre oncologia e envelhecimento. Partimos de uma pergunta simples: o que muda quando o cancro surge numa fase mais avançada da vida? Eis alguns dos temas em destaque: A evolução do cancro e a forma como alguns sintomas podem ser confundidos com manifestações gerais do envelhecimento; Os tipos de cancro mais frequentes na idade maior e a importância dos rastreios; A avaliação geriátrica oncológica antes de iniciar o tratamento; A análise das capacidades renal, pulmonar, cardiovascular, muscular, cognitiva e funcional; A influência das outras doenças, da medicação e da rede de suporte nas decisões clínicas; A participação dos familiares e cuidadores no acompanhamento e na comunicação com a equipa de saúde; A identificação de sintomas persistentes, como cansaço, desorientação, dor e perda de peso; A medicina de precisão e a escolha de tratamentos dirigidos a características específicas do tumor; Os efeitos secundários dos tratamentos e a importância de pedir ajuda atempadamente; Qualidade de vida no plano de cuidados. O cancro na idade maior tem tratamento, adaptado à pessoa e à doença. Por vezes, o objetivo passa por controlar a doença; noutras situações, por aliviar sintomas, manter a autonomia e dar mais qualidade de vida. 👉 Ouça este episódio, siga o Haja Saúde e partilhe esta conversa com quem acompanha, cuida ou vive com uma doença oncológica. Saiba mais em: https://www.ulsmt.min-saude.pt/haja-saude-podcast/