
A ascensão dos "políticos influenciadores" e o expressivo volume de votos obtidos por figuras de grande apelo digital acenderam o sinal de alerta no Congresso Nacional. Impulsionados pelo centrão, partidos políticos voltam a discutir uma nova reforma política, com foco na adoção do voto distrital. A proposta busca conter a perda de espaço da política tradicional e mitigar o impacto dos chamados "puxadores de votos". Atualmente, o Brasil combina dois modelos eleitorais: o sistema majoritário — para cargos executivos e Senado, vencendo o mais votado — e o sistema proporcional — para deputados e vereadores, onde as vagas pertencem às legendas. No entanto, o modelo que ganha força no Legislativo é o distrital misto, que divide os estados em circunscrições locais: metade das vagas seria preenchida pelos mais votados de cada distrito e a outra metade por listas partidárias. Apesar disso, a proposta ainda enfrenta a concorrência do "distritão", defendido por parlamentares que priorizam a votação nominal direta para conter a força de candidatos focados exclusivamente em redes sociais. Qual é a diferença desse modelo para o que é atualmente usado? Participam do episódio Marcus Ianoni, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF); e o deputado federal Fausto Pinato (União Brasil-São Paulo). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.