
Cerca de 41,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais reconhecem a presença de grupos criminosos organizados, como facções ou milícias, no bairro onde residem. É o que aponta o relatório "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento indica ainda que cerca de 68,7 milhões de pessoas convivem diretamente com o poder territorial exercido por essas organizações, que se capilarizam das capitais ao interior do país. Qual é o impacto desse fenômeno na economia local, com taxações do crime, fornecedores únicos e Internet controlada pelos criminosos? Consequentemente, como isso afeta o dia a dia dessas comunidades? Para conversar sobre os impactos da permanência de milícias e facções nos bairros, recebemos David Marques, gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Carolina Grillo, professora do Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI), da mesma instituição. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.