
O desejo de 60% dos brasileiros de rotular o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, revelado pela pesquisa Quaest, reflete o esgotamento social diante da violência urbana. O tema ganha contornos de política externa quando o eleitorado se divide sobre a conveniência de Washington adotar a mesma classificação para as facções do país. Sob a ótica do direito internacional, a equiparação altera as regras do jogo, visto que afetaria a soberania nacional, a cooperação na área de segurança e o fluxo financeiro global. O endurecimento da lei seria capaz de desarticular o poder econômico dessas organizações ou acabaria gerando tensões diplomáticas e efeitos colaterais na preservação das liberdades individuais? Para responder essas e outras questões, recebemos Roberto Uchôa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Thiago Bottino, professor de direito na Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.