
Há dez anos, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarava que a circulação endêmica do vírus do sarampo havia sido interrompida no Brasil. Com isso, o país ficou apto a receber o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento, entregue em 2016, reconheceu a eliminação da transmissão da doença em todo o continente americano, com a região sendo a primeira do mundo onde isso aconteceu. O tempo passou, e o aumento do fluxo migratório e a queda na cobertura vacinal fizeram com que o vírus do sarampo fosse reintroduzido no Brasil — o país perdeu a certificação em 2019, tendo registrado mais de 39 mil casos. Após um esforço intenso de imunização, o país conseguiu zerar as transmissões locais e reaver o status de país livre da doença em 2024. No entanto, o fantasma do vírus voltou a assombrar a saúde pública: só em 2026, o Brasil já confirmou oito novos casos de sarampo, acendendo o sinal de alerta máximo nas autoridades sanitárias e acionando o debate sobre a urgência de manter as vacinas em dia. Para conversar sobre as consequências do sarampo e a importância da cobertura vacinal, convidamos Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm); e Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.