
Estamos vivendo mais. De acordo com a OMS, a população mundial com mais de 60 anos praticamente vai dobrar até 2050. No Brasil, os números não ficam para trás. Em 2016, de acordo com o Ministério da Saúde, já tínhamos a quinta maior população idosa do mundo. Este “acréscimo no relógio” poderia representar muitas coisas, incluindo uma carreira mais extensa. Mas o preconceito com pessoas mais velhas na força de trabalho precisa ser encarado, especialmente na indústria da comunicação. Vivemos uma obsessão por entender e vender para os Millennials, e a solução mágica encontrada foi contratar muitos deles. Mas, se não tivermos pessoas mais velhas nas agências, como faremos para criar uma comunicação relevante e que se conecte verdadeiramente com este crescente grupo de consumidores? E será mesmo que a idade nos torna obsoletos para nos comunicar com os mais jovens? Não podemos deixar de adicionar o ponto principal desse episódio: o preconceito etário com as mulheres. Somos impulsionadas, pela cultura e sociedade, a perseguir uma falsa "eterna juventude” e “descartadas” à medida em que envelhecemos em várias esferas da vida, inclusive no campo profissional - principalmente quando falamos de carreiras criativas. Por isso, vamos à pergunta desse job: como podemos incluir - ou não expulsar - pessoas mais velhas do mercado de comunicação, principalmente mulheres? Para nos ajudar nesse job difícil recebemos: Renata Leão, Diretora de Criação da WMcCann, Cris Guerra, Escritora e Produtora de Conteúdo Digital, Patricia Gaglioni, Produtora Senior da Africa e Sil Curiati, Global Marketing Partner Lead no Google em NY e podcaster.