
Tem dias que recorrer à arte (insira aqui a literatura) se torna indispensável para a sobrevivência humana. Em um dia onde um presidente assassino veta um projeto de lei que garante a distribuição de absorventes para mulheres e pessoas que menstruam (não-binaries e homens trans), a sensação é de desamparo e desesperança. O verso ajuda, por fim, a nos manter na superfície. Conheci Herberto Helder recentemente na universidade, em uma aula de literatura portuguesa e seus desdobramentos na segunda metade do século 20. O surrealismo me fascina, e aqui não podia ser diferente. Um agradecimento especial para uma das professoras mais queridas do curso de Letras da Universidade de São Paulo, Paola Poma. Aos ouvintes, fica o convite para a reflexão: ao que este poema te remete?