
Descobri este livro recentemente por intermédio de minha terapeuta. "Eu chorei muito lendo olhos d'água". Eu, na realidade, entendo ela de um tanto... Ao ler este conto, pai, me recordei de algumas coisas: voinha fez um longo percurso para se fixar em São Paulo, deixando Recife e seus arredores para trás, lutando para manter seus olhos ancestrais. Eu me lembro de os olhos de voinha serem um tanto quanto correntezas também. Correntezas de sensibilidade, amor e uma dose daqueles catiripapos que bem conhecemos e sentimos até hoje. Me diga, painho: tu te recordas de que cor eram os olhos de tua mãe?