
No primeiro bloco, Maria Letícia conta sobre o livro “Perché mi piace” e a ligação desta produção com sua mudança de Minas Gerais para São Paulo, cidade em que encontrou acolhimento, principalmente nas relações de amizade que constituiu com outras mulheres. A psicanalista também fala sobre maternidade e os reflexos dos discursos femininos da atualidade na mídia e na clínica. No final do bloco, conta sobre sua pesquisa de mestrado, em que investigou memórias de experiências de análises na infância, ressaltando a importância do ambiente e da ficção nessas narrativas. No segundo bloco, Maria Letícia dá continuidade ao assunto da pesquisa de mestrado e o tema da memória, que atravessa, também, sua história de vida de um modo muito particular. Para trabalhar os conceitos de perda e de angústia, busca estofo na literatura, além da psicanálise. Ao deparar-se com o entendimento do processo de análise como uma “experiência”, busca uma maior compreensão desse conceito e encontra em autores da filosofia o embasamento que vai culminar na sua pesquisa e tese de doutorado. No terceiro e último bloco, Maria Letícia fala dos efeitos provocados por suas produções acadêmicas e da escrita, também, como experiência de perda; conta como foi o lançamento do livro “Perché mi piace”, expõe novos projetos e ressalta as condições fundamentais para que uma mulher possa criar. Para finalizar, faz uma articulação do interesse nas produções femininas com suas biografias e memórias, o lugar de Simone de Beauvoir na filosofia e o amor. *Maria Letícia de Oliveira Reis é psicanalista, Doutora em Psicologia Clínica pela USP, autora de “Infância e memória” (livro lançado em 2015) e curadora de “Perché mi piace” (livro lançado em 2018).