
Desenvolvimento e crescimento sempre serão terminologias de debate na sociedade em geral, e na geografia em particular. Isso porque eles podem ser reduzidos um ao outro, o que remete à sérios equívocos historicamente construídos. Muitas das vezes ideologicamente incorporados eles servem para legitimar o progresso, o avançado e o moderno, ao mesmo tempo que determinam processos de desterritorialização em massa das populações originárias, e atualmente das mais pobres. Do mesmo modo, ao tempo que orientam dependência da exploração dos sistemas naturais, eles efetivam também fortes manifestações em processos de degradação ambiental, suplantado pela ideia da produção de energia e manutenção dos patamares ideais de produção. Além disso, os termos promovem muita polissemia, ou seja, pode-se pensá-los como humano, econômico, social, sustentável, tecnológico, histórico, geográfico, etc… O desafio maior seria compreendê-los na perspectiva dos projetos construídos pelas diversas sociedades? Ou seriam suas implicações que tem orientando as possibilidades de transformação e superação dos problemas atuais? Como o conhecimento geográfico pode oferecer elementos para resolução desses problemas? Convidados: Prof. Guilherme Magon Whitacker - IPPRI / UNESP-SP: é técnico em meio ambiente, bacharel em Direito, mestre e doutor em geograifa pela Unesp, e atualmente realiza Pós-Doutorado no Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI) Prof. Paulo Cesar Zangalli Jr. - UFBA: Professor, que viu na geografia forma e conteúdo para poder ler, interpretar e atuar no mundo sempre de forma crítica. A climatologia é consequência das escolhas pessoais e das influências dos outros professores e companheiros de luta. Hoje é professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisa a produção capitalista da natureza e a crítica do capitalismo climático. Por ser de lá... é curioso dos sertões, mas que hoje não vive sem o mar e a Bahia.