
Panorama especial: Scott Bessent, secretário do Tesouro americano (ex-Soros Fund Management), anunciou um programa de recompra de Treasuries de 10 e 30 anos — e eu explico o que isso significa na prática. Não é QE nem expansão fiscal: é gestão de liquidez e de duration, com recompras de US$ 2 a 4 bilhões por operação nos títulos off-the-run e provável migração das emissões para bills e vencimentos de 2 a 7 anos. No episódio: por que o yield de 30 anos bateu 5,34% (maior nível desde 2007); os objetivos do plano — estabilizar a ponta longa, melhorar a liquidez do secundário, reduzir o term premium e o custo de capital (hipotecas, crédito corporativo, valuations); a reação tímida do mercado; e a minha interpretação pessoal — não é o que o noticiário reporta — sobre uma possível atuação coordenada entre Tesouro e Federal Reserve, e o risco à credibilidade do dólar. Falo ainda dos riscos da aposta (petróleo perto de US$ 94 e uma ata do FOMC mais hawkish), de Brasil e Japão, e dos earnings: Target forte, Analog Devices confirmando a demanda de energia e resfriamento em IA, Lowe's acendendo o alerta do consumidor — e hoje, Walmart como termômetro do varejo americano. Conteúdo educativo e opinativo. Não é recomendação de investimento. #PanoramaDoMercado #ScottBessent #Treasuries #Buyback #FederalReserve #Fed #Dólar #JurosAmericanos #Walmart #MercadoFinanceiro #Investimentos #EconomiaTIMESTAMPS 00:00 Abertura — o anúncio de Bessent 01:00 O mecanismo: por que não é QE nem expansão fiscal 02:45 Objetivos: ponta longa, liquidez, term premium e custo de capital 05:30 Perfil da dívida: mais bills, menos emissão longa; leilão fraco de 20 anos 06:45 Reação do mercado: S&P, Nasdaq, equal weight (RSP) e small caps 08:00 Minha leitura (opinião): coordenação Tesouro–Fed e o risco ao dólar 09:45 Riscos da aposta: petróleo a ~US$ 94, inflação e ata do FOMC (9×3) 10:45 Brasil estabiliza; Japão e a repatriação de capital 11:30 Earnings: Target, Analog Devices, Lowe's — e Walmart hoje