
Cenário Econômico nos Estados Unidos Inflação em Alta: O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e o núcleo da inflação vieram acima do esperado, colocando a economia americana em estado de atenção. Mercado de Trabalho: O desemprego continua baixo e o mercado de trabalho aquecido, mas os ganhos reais dos salários estão perdendo para a inflação. Kevin Warsh no Fed: A aprovação de Kevin Warsh para o Federal Reserve gera incerteza. Ele planeja mudanças na comunicação do órgão, como o fim do forward guidance e das coletivas após as reuniões. Expectativa de Juros: Já existe uma projeção de 30% de chance de aumento dos juros nos EUA devido ao aquecimento econômico. Retração e Recuperação: Após uma retração devido à inflação, os futuros americanos amanheceram em alta, impulsionados pelo setor de semicondutores. Inteligência Artificial (IA): O índice Nasdaq tem sido sustentado pela performance das empresas de IA e semicondutores. Embora alguns falem em "bolha", as Hyperscalers (Mag 7) não parecem infladas em termos de valuation comparado ao histórico. Europa: Existe uma preocupação com a inflação, mas o mercado menos aquecido poderia permitir cortes de juros. Contudo, o Banco Central Europeu raramente age sem sintonia com os EUA. O setor de defesa segue forte devido à militarização europeia. China: O país vive um paradoxo: deflação para o consumidor doméstico e reflação para o produtor (devido às commodities). O mercado interno não dá sinais claros de recuperação, mas a tese de IA doméstica (Alibaba, Baidu, Tencent) segue intacta. Coreia: O índice coreano (Kospi) é visto como muito esticado no momento, impulsionado por empresas de memórias. Inflação (IPCA): O resultado veio levemente abaixo do esperado pelo mercado (0,67% no mês contra expectativa de 0,70%), mantendo a discussão sobre o ritmo de corte de juros pelo Banco Central. Câmbio e Commodities: O petróleo alto favorece a Petrobras e a arrecadação, podendo ajudar o câmbio (citado em R$ 4,89). Ibovespa: O índice passa por uma correção natural de quase 10%, com saída de capital estrangeiro, mas a tese de diversificação em mercados emergentes continua sólida.