
A reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, trouxe poucas mudanças para o mercado global de soja. Apesar da manutenção da tarifa chinesa sobre o produto americano, a China se comprometeu a comprar 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos por safra, o que pode influenciar o equilíbrio entre oferta, demanda e preços. Para o Brasil, a perspectiva é de manutenção da competitividade da soja nacional no mercado chinês, principalmente a partir da entrada da nova safra.Isabela Garcia e Raphael Bulascoschi, analistas de Inteligência de Mercado da StoneX, analisam os desdobramentos da reunião entre os chefes de Estado norte-americano e chinês e os possíveis impactos para os mercados de soja, milho, trigo, sorgo e algodão.Tarifas menores para grãos dos EUA na China não devem mudar cenário para o Brasil (8’)A redução das tarifas chinesas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos, como milho, trigo, sorgo e algodão, trouxe expectativa de mudanças no comércio internacional, mas o impacto deve ser limitado. Segundo Isabela Garcia e Raphael Bulascoschi, analistas de Inteligência de Mercado da StoneX, a China está bem abastecida de milho e trigo, enquanto o sorgo pode ter uma demanda maior, embora o Brasil já tenha avançado nas exportações para o mercado chinês. No algodão, a competitividade americana também permanece limitada diante dos preços e da entrada da safra brasileira.