
A semana começou agitada nos mercados e com um verdadeiro susto na economia brasileira após o resultado das eleições. O dólar deu um salto expressivo até a faixa dos R$5,40, a bolsa sentiu o baque e esse movimento já provocou reflexos imediatos tanto nas cotações em Chicago quanto nos portos brasileiros. Mas se por um lado o cenário macroeconômico traz incertezas e pressão nos custos, por outro abre oportunidades importantes para quem está com a soja na mão e impulsiona recordes históricos nas nossas exportações. Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, avalia tudo o que está mexendo com o seu bolso e com o ritmo da safra.A gente traz um panorama especial sobre uma cultura que vem surpreendendo e ganhando cada vez mais espaço no agronegócio: o sorgo. Enquanto os Estados Unidos enfrentam atrasos severos na colheita e caminham para uma das piores safras da sua história em termos de qualidade, o Brasil vive um momento extraordinário. Com o plantio em expansão e as exportações aceleradas pela Anec, o país ultrapassou concorrentes tradicionais como Austrália e Argentina. Vlamir Brandalizze comenta essa virada de chave no mercado internacional e o que esperar dos números da nova safra.O mercado do milho começa a dar sinais claros de mudança de fôlego e exige muita atenção tanto de produtores quanto de compradores. Enquanto a Europa confirma quebra de produção e a colheita nos Estados Unidos segue em ritmo mais lento, por aqui o dólar valorizado melhorou os preços nos portos e as exportações voltaram a ganhar força, somando-se à forte demanda interna por ração e etanol. Mas nem tudo corre tranquilo. No Sul do país, o excesso de chuva e a falta de sol já começam a trazer dores de cabeça para as lavouras da primeira safra. Vlamir Brandalizze explica esse cenário e comenta o porque a fase de preços baixos pode estar com os dias contados.