
A semana começa em tom de calmaria para o mercado do trigo, mas com pontos de atenção no radar. Em Chicago, as cotações perderam o patamar dos sete dólares por bushel e buscam sustentação diante de um plantio de inverno atrasado nos Estados Unidos. Enquanto isso, no cenário nacional, Vlamir Brandalizze destaca que o mercado físico opera estável nos estados do Sul, com moinhos atentos ao encarecimento do cereal importado em dólar e a um ritmo menor de compras externas neste início de outubro.O mercado do arroz mantém um quadro de estabilidade que já se aproxima de um mês nas principais praças gaúchas. A cadeia produtiva aguarda o ritmo de reposição do varejo e a indústria busca recompor margens. No campo, o cenário é de corrida contra o tempo, com os produtores do Rio Grande do Sul acelerando o plantio para escapar de novas chuvas. Em meio a esse movimento, Vlamir Brandalizze ressalta que o consumidor continua monitorando a dinâmica de preços das marcas populares e nobres nas gôndolas.O mercado do feijão está sob clima de apreensão no campo e cautela no varejo. No sudoeste paulista, a aproximação de chuvas coloca em risco lavouras prontas para colheita diante de uma oferta já enxuta, impulsionando as cotações do feijão carioca nota 9 para até R$ 345 a saca em São Paulo e acima de R$ 310 em Minas Gerais e Goiás. Vlamir Brandalizze destaca que os empacotadores seguram novas compras e aguardam o ritmo de vendas nas gôndolas para destravar as negociações tanto do carioca quanto do feijão preto.