
“Crianças arteiras”, quem são? Precisamos realmente defini-las? Necessitamos diferenciá-las das demais crianças? Pra onde nos leva o imaginário quando pensamos em crianças que estamos acostumados a chamar de “arteiras”? Pegando a onda de um senso comum, as “crianças arteiras” são crianças que reconhecemos por “fazerem arte”. Contudo, essa “arte” – apesar ser um pouco estranho pensar dessa forma – nem sempre está associada a algo bom. Pensando em dois possíveis sentidos para a expressão “crianças arteiras”, na via negativa é comum associarmos a um certo “tipo” de criança que não para quieta, que não sabe se comportar, que não faz o que deveria fazer, ou que não faz o que achamos que ela deveria fazer. Em suma, crianças que “desestabilizam”.