
Arte da falência As mãos frouxas já entregues ao limite dos dias dos mais verdejantes, os aqui passados sobre os frescos campos pelos céus enamorados Ainda altivas na áspera forma das carícias As mesmas mãos que de força então vertiam o suor da lida sem ver as horas que passavam ou no render inocente das flores que matavam a dar-me o sopro breve dessas vidas que morriam Que no quente toque se entregavam no frio beijo, no gozo estremeciam alargando-se, grandes me aplacavam sem tempo certo a resistência Afrouxaram-se então dessa existência alargando também seu passado aperto nesse frouxo peito que sangra aberto na fria arte da falência