
Aqueles que conseguem escapar do feitiço de achar que o Partido Democrata, nos Estados Unidos, é sempre o melhor, ou de que o governo de Joe Biden é um tremendo sucesso, também conseguem enxergar um fato que, pelo menos até agora, parece ser o que está acontecendo na Ucrânia. Até o momento, o presidente russo Vladimir Putin é o grande vencedor da tensão gerada na fronteira entre o seu país e a Ucrânia. Ele começou sua participação em todo este conflito quando, em 2014, retomou o território da Crimeia para os russos e influenciou o surgimento de um grupo separatista na região leste do território ucraniano. Isto fez com que a própria Ucrânia enfrentasse dificuldades de se inserir em organizações internacionais, tal como a OTAN, por justamente apresentar um território que se encontrava sob conflito e que estava sendo disputado. Por esse motivo, os ucranianos não conseguem se juntar ao grupo dos países ricos da Europa Ocidental, que por sua vez, possuem uma aliança, mesmo que já muito enfraquecida, com os Estados Unidos. A tensão gerada hoje na Ucrânia, portanto, está diretamente ligada ao passado e influencia o futuro imediato e próximo. CITAÇÕES: Joe Biden (1942) - advogado e político norte-americano que serve atualmente como o 46° presidente dos Estados Unidos desde o dia 20 de janeiro de 2021. Vladimir Putin (1952) - ex-agente da KGB e político russo que serve atualmente como o 4° presidente da Rússia desde o dia 07 de maio de 2012, apesar de alternar entre o cargo de presidente e primeiro-ministro desde agosto de 1999. Emmanuel Macron (1977) - político, funcionário público e banqueiro francês que serve atualmente como o 25° presidente da França desde o dia 14 de maio de 2017. Olaf Scholz (1958) - advogado e político alemão que serve atualmente como o Chanceler da Alemanha desde o dia 08 de dezembro de 2021.