
Se você já leu a obra "O Banquete", do filósofo grego Platão, vai ficar muito claro que ali, a discussão do amor que atravessa vários dos integrantes do banquete, transita por uma valorização do que hoje podemos chamar de "amor homossexual masculino". Ou seja, havia ali um entendimento de que o desejo sexual por uma mulher era seguido de fraqueza. Portanto, os homens "de verdade", que seriam aqueles conhecidos por sua coragem e masculinidade, eram os que se deitavam e se apaixonavam por outros homens. Isso deixa claro que ao longo da história, houve então algum tipo de mutação em relação a esse pensamento. Alguns atribuem essa mudança, por exemplo, ao discurso hebraico e à interdição do sexo homossexual, que transita ocasionalmente pelo universo bíblico. Mas independente dos porquês dessa mutação histórica, fato é que a ideia de "ser másculo" migrou da posição daqueles que desejam sexo com homens para a posição daqueles que desejam sexo com mulheres. Desta forma, é válido dizer que o que hoje chamamos de "orientação sexual" passou por profundas transformações históricas ao longo dos séculos, chegando a questões como as que lidamos hoje em dia. Nos Estados Unidos, por exemplo, o grande produtor de psicose cultural da atualidade, crianças não podem beber ou se casar, mas já possuem autonomia suficiente para mudarem de sexo ou se identificarem com outro gênero, caso assim desejem. CITAÇÃO E BIBLIOGRAFIA: "O Banquete" - diálogo platônico escrito por volta de 380 a.C. Platão (428/427 a.C - 348/347 a.C) - filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo.