
Na escala de causas de estresse, o fim de um relacionamento vem imediatamente após a morte de um parente ou ainda o choque de ser preso, o que pode ser considerado equivalente a o trauma causado pela perda de uma única fonte de subsistência. Estudar separações amorosas é estudar a presença da morte na vida. Na separação, há uma sentença de morte reciproca. O outro morre em vida dentro de mim, e eu também morro na consciência do outro. A ideia de luto não se restringe a morte concreta, já dizia Freud. O luto é também um enfrentamento das sucessivas perdas reais e simbólicas durante o desenvolvimento humano. Dito isso, um processo de luto pode ser vivenciado por meio de perdas que perpassam a dimensão física, mas também a psíquica e emocional. Falar sobre término dentro de uma relação, é inevitavelmente falar sobre lutos. Existem algumas pequenas perdas que fazem parte do processo de rompimento: a presença do outro, a rotina em comum, os apelidos carinhosos ou ainda o compartilhamento de famílias. Bom dia, para falar mais sobre isso, Ana Clara e eu, Catharine, convidamos outra psicóloga maravilhosa, Adriana Guimarães, para bater esse papo com a gente. Afinal, nós morremos quando terminamos um relacionamento?