
Um executivo de TI estava no auge de um projeto numa distribuidora de material hospitalar quando a pandemia fechou tudo e, semanas depois, veio o anúncio de uma fusão com uma empresa quatro vezes maior do mesmo grupo. Ele era o responsável de tecnologia do lado menor, sabia que os dois líderes de TI não caberiam no mesmo cargo e ainda carregava o peso de ter recusado uma proposta de outro grupo meses antes para entregar aquele projeto. Em vez de agir rápido para se proteger, passou algumas semanas observando o colega do outro lado antes de propor abertamente: vamos montar o melhor projeto possível e deixar a empresa decidir. Os dois passaram seis meses em videoconferências de oito horas diárias desenhando a nova companhia, e quando a análise técnica conjunta apontou que o ERP mais novo era melhor para escalar, o colega acatou mesmo sendo o dono do sistema mais antigo, e ali a parceria ficou confirmada. Nos três anos e meio seguintes, as duas frentes trabalharam juntas, migraram 22 empresas para uma única arquitetura em nuvem e levaram a distribuidora original a R$ 720 milhões de faturamento, prova de que, quando a fusão não é sua decisão, a pergunta que importa não é como se proteger, mas com quem é possível construir algo.Host: Cassio Politi, Fundador – TractoConvidados: Li Jorge Massari, CIO – Farmácias Nissei Nelson de Sá, CIO – TechboardEste episódio do Putz, e agora? é patrocinado por TechBoard.Especializada em segurança eletrônica, videomonitoramento e controle de acesso, a Techboard desenvolve e integra soluções tecnológicas que ajudam empresas a operar com mais segurança, controle e eficiência.