
Depois de 15 anos orientando clientes sobre como blindar sociedades, um advogado viu o próprio escritório sentir o mesmo problema que sempre alertou os outros: um sócio-chave, responsável por um nicho relevante do negócio, precisou sair, num desalinhamento que fora se acumulando aos poucos, como um grão de areia dentro do tênis numa maratona. A parte financeira da saída foi tranquila, resolvida com um acordo de sócios bem redigido, mas o operacional era uma curva cega: era preciso reter os clientes que tinham vínculo pessoal com quem saía, e isso aconteceu bem na semana em que seu filho nasceu, com ele processando a folha de pagamento do hospital. Nenhum cliente foi perdido, o NPS subiu de acima de 90 para acima de 95, o crescimento de receita saltou de 5% para 20%, e a saída do sócio ainda destravou o lançamento de um novo produto de tecnologia com projeção de R$ 5 milhões em faturamento. A lição que sustentou tudo estava plantada antes da crise: nenhum cliente é atendido por uma única pessoa, e é essa distribuição de confiança que impede a saída de alguém virar debandada. Participantes: Layon Lopes, CEO, Silva Lopes.Host(s): Cassio Politi, Apresentador, Tracto.