
Um executivo passou 17 anos construindo uma empresa de tecnologia ao lado de dois sócios até que, em 2017, propôs assumir o comando único da operação e ouviu um não. Em vez de gastar tempo e dinheiro tentando convencer quem não concordava, negociou para ficar com o nome da empresa que ele mesmo havia criado e deixou para os sócios os clientes e os funcionários, saindo acompanhado por apenas quatro pessoas. Recomeçou do zero com um único cliente, estruturou três áreas que nunca haviam existido antes — comercial, contratação e marca — e foi ele mesmo para a rua vender, aprendendo na prática como se comportar numa visita comercial. O faturamento, que na empresa anterior nunca havia ultrapassado R$ 3 milhões, deve chegar a R$ 60 milhões ao fim deste ano, com operações em seis estados, exportação para a Europa e uma unidade nos Estados Unidos. A lição que ficou é dupla: registrar por escrito os motivos de cada decisão grande serve de âncora nos momentos difíceis, e coragem sem planejamento financeiro prévio não é coragem, é imprudência. Host: * Cassio Politi (https://linkedin.com/in/cassiopoliti), Fundador – Tracto Convidados: * Francisco Ferreira (http://www.linkedin.com/in/franciscoluizferreira), Diretor Executivo – Gateware