
Hoje eu quero te fazer uma pergunta simples, mas profunda: você está se alimentando ou se anestesiando? Quantas vezes você abriu a geladeira sem fome ou comeu algo doce só pra aliviar o cansaço, a irritação ou a tristeza? Durante a menopausa, isso se torna ainda mais comum. A queda do estrogênio afeta neurotransmissores como serotonina, dopamina e GABA, que regulam prazer, humor e bem-estar. O corpo, em busca de alívio, recorre a fontes rápidas de prazer, como doces, pães e vinho. Mas esse impulso não é falta de força de vontade. É um corpo tentando equilibrar o que os hormônios bagunçaram. Neste episódio, eu te convido a olhar para a relação entre emoção e alimentação com mais gentileza. A fome nem sempre é física. Às vezes, é uma tentativa de fugir do que dói. Aprender a diferenciar o que é fome e o que é fuga é um ato de consciência e autocuidado. Talvez o seu corpo não esteja pedindo açúcar. Talvez esteja pedindo descanso, afeto ou presença. Alimentação também é amor. E quando vira anestesia, é sinal de que há algo dentro pedindo pra ser ouvido.