
O uso da Ayahuasca, também conhecida como Santo Daime, não é mais novidade no cenário da recreação. Jovens, majoritariamente brancos e de classe média alta, percorrem o interior do Brasil em busca de comunidades indígenas que utilizam a bebida em rituais religiosos e espirituais. Na ausência de contato direto com os indígenas, não é incomum encontrar homens e mulheres brancas que, se intitulando conhecedores da prática, reúnem pessoas em aparentes manifestações religiosas para o consumo da Ayahuasca, produzida também por eles mesmos. Mas qual a perspectiva dos indígenas sobre essa apropriação da Ayahuasca por pessoas sem raízes nas comunidades tradicionais? Essa prática é considerada uma apropriação da cultura dos povos originários? E quais os riscos associados aos efeitos colaterais? Para entender melhor sobre o assunto conversamos com: Karo Munduruku É indígena Munduruku, filho de pajé. Biólogo e pós graduando em Meio Ambiente e Sustentabilidade, trabalha no setor de Edificações e Saneamento Ambiental indígena do Distrito Sanitário Especial do Tapajós. Octávio Pavan Médico, especialista em Oncologia, Medicina Interna, Psiquiatria e Psiquiatria da infância e adolescência. Possui curso e experiência com medicações Endocanabinóides e no manejo de pacientes que fazem uso de Ayahuasca e/ou psicodélicos. PRODUÇÃO E CONTATOS: Podcast Sessão Marcada – sessaomarcadapodcast@gmail.com Coordenação Geral: Rafael Mendes – mendespsi13@gmail.com Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – joaoestevampsi@gmail.com Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – victoroliveira.gd@gmail.com