
E se o único lugar onde você se sentisse seguro fosse exatamente o lugar que todo mundo julgaria? Nesse atendimento voluntário, eu usei a técnica do local seguro com um senhor de quase 60 anos. E quando perguntei onde ele tinha ido na mente dele, a resposta me pegou de surpresa: um cabaré. Não era sobre prazer. Era sobre alívio. Era o único lugar onde ele não se sentia apontado, onde era tratado com respeito, onde podia simplesmente existir sem ser visto como “o cara com problema”. Isso diz muito sobre o quanto a gente pode estar falhando no básico. Às vezes, a pessoa não procura o lugar perfeito. Ela procura o lugar onde não dói ser quem ela é. Fica a reflexão: quem, perto de você, só queria um pouco de acolhimento e está recebendo julgamento?