![[A Origem do Sabor] Franco Maria Sala - Proprietário do Restaurante Sughetto e da VinoRosso #EP09](https://images.podster.com.br/shared/8c9c1b8082a49eadccb471637b71473df33ed9f9b42e03ed4f4b0abd573e24da/512.webp)
O que acontece quando um chef italiano, formado entre a cozinha rural da Úmbria e a alta gastronomia da Toscana, desembarca no Brasil e decide olhar para os nossos ingredientes sem preconceito? Franco Maria Sala, proprietário do Sughetto e da VinoRosso, chegou ao país em 2013 acreditando que ficaria pouco tempo. Mais de uma década depois, construiu uma trajetória ligada à valorização do produto brasileiro, mostrando que tradição não é copiar o passado, mas entender sua essência e fazer ela dialogar com o lugar onde estamos. Na conversa, Franco revisita as memórias dos jantares preparados por sua mãe, o aprendizado com animais de criação e caça, os anos próximos a Montalcino e os desafios de começar uma nova vida em um país onde ainda faltavam muitos ingredientes da sua referência italiana. Dessa adaptação nasceram o Sughetto, seus projetos com vinho e uma busca constante por produtores locais. Ele fala sobre tomates, queijos, carnes, azeites, flores de abobrinha, embutidos e vinhos brasileiros, sempre provocando uma ideia simples: por que olhar para fora antes de reconhecer o que nasce perto da gente? O episódio mostra que gastronomia também é cultura, afeto, economia e identidade. Ao trabalhar com pequenos produtores, cooperativas e vinhos inspirados na fauna brasileira, Franco transforma a cozinha e a taça em ferramentas de valorização do território. Uma conversa sobre origem, memória e pertencimento — para lembrar que valorizar o Brasil não é abrir mão da tradição, é permitir que ela continue viva. Destaques 🇮🇹 Da Úmbria à Toscana Franco conta como os sabores da infância, os jantares da mãe e a vida rural despertaram sua relação com a cozinha. Depois, trabalhando próximo a Montalcino, aprofundou seu olhar para ingredientes, vinho e hospitalidade. 🌱 O produto local como escolha Ao chegar ao Brasil, ele precisou adaptar receitas e buscar novos fornecedores. Com o tempo, percebeu que o país não precisava apenas importar referências: precisava reconhecer a qualidade dos próprios produtos. 🍝 Tradição sem fantasia A conversa desmonta algumas ideias sobre a cozinha italiana. Franco fala sobre antipasto, primo e secondo, diferentes tipos de ragù e a importância de respeitar a história real de cada prato. 🍷 A defesa do vinho brasileiro Depois de ouvir clientes recusando vinhos nacionais por preconceito, Franco decidiu criar seus próprios rótulos. O projeto trabalha com pequenos produtores, cooperativas brasileiras e nomes inspirados na fauna nacional. 🐺 Histórias dentro da garrafa Lobo-guará, quati, jacuaçu e outros animais aparecem como símbolos de uma proposta mais afetiva e contemporânea para aproximar o consumidor do vinho brasileiro. 👨🌾 Pequenos produtores e cadeia local Franco mostra como reunir produtores e trabalhar com cooperativas pode fortalecer uma cadeia inteira, gerando valor para quem planta, vinifica, cozinha e consome. 🥘 Cozinhar também é cuidar Um dos momentos mais bonitos do episódio fala da comida como gesto de afeto. Preparar algo para alguém é separar tempo, memória e intenção em forma de prato. 🌎 Farm to table na prática Mais do que uma tendência, o conceito aparece como uma forma de conhecer a origem do que comemos: quem produziu, onde nasceu, como chegou à mesa e por que isso muda tudo. 🍷 VinoRosso e novos encontros Franco também apresenta a VinoRosso, espaço inspirado nas enotecas italianas, com vinhos, petiscos e receitas ligadas às suas memórias, pensado para beber, comer bem e conversar.