
Paulo César de Azevedo Antunes, ex-CEO do Fasano e hoje diretor-geral da Fogo de Chão no Brasil, é o convidado deste episódio. Ele abre a conversa contando a ligação afetiva com o vinho desde a infância — tradição familiar que atravessou gerações — e como essa cultura de mesa sempre andou junto com hospitalidade e convivência. Na sequência, Paulo percorre sua trajetória até assumir a Fogo de Chão em 2019, destacando o aprendizado em empresas de referência e a cultura de uma marca com 46 anos e profissionais há décadas na casa. Ele explica a virada recente do negócio: mais do que uma “churrascaria”, a Fogo de Chão reposicionou a experiência, rejuvenescendo o público e mantendo a essência. O episódio mergulha ainda no protagonismo do vinho na marca: adegas mais enxutas e inteligentes (400–500 rótulos), clássicos do Velho Mundo lado a lado com Novo Mundo em alta, e um espaço crescente para rótulos brasileiros. Há insights práticos sobre hábitos de consumo no Brasil versus exterior, serviço, treinamento e cortes preferidos — um panorama de bastidores valioso para quem vive a enogastronomia. Destaques 🍷 Primeira memória com o vinho Paulo relembra a iniciação muito cedo, em família, e como isso moldou uma relação afetiva com a bebida e com a hospitalidade ao redor da mesa. 🧭 Carreira, empreendedorismo e chegada à rede Fogo de Chão Do Fasano à própria Ótica Bacana, até assumir a direção da Fogo de Chão no Brasil, em 2019; aprendizado com equipes de longa data e respeito à tradição. 🔥 Como é a Fogo de Chão hoje Mais que “churrascaria”: uma experiência completa que preserva a origem, inova e rejuvenesce o público, com quase 100 operações nos EUA e forte expansão. 🥂 Vinho como pilar da experiência Adegas premiadas e eficientes (400–500 rótulos): clássicos do Velho Mundo e ícones ibéricos lado a lado com rótulos do Novo Mundo, que hoje lideram a preferência do cliente. 🇧🇷 Brasil na carta Presença crescente de rótulos nacionais — tintos, brancos, rosés e espumantes — com ótimo custo-benefício e potencial para ganhar ainda mais espaço. 🌍 Hábitos de consumo e serviço Diferenças entre Brasil e exterior e a importância do treinamento para entregar um serviço consistente e acolhedor, a “arte de servir” quase invisível. 🥩 Bastidores dos cortes Média próxima de 900 g por pessoa no rodízio (considerando o peso antes de limpeza e cocção) e cortes em alta como picanha, fraldinha, ancho e chorizo. 🤝 Escola de hospitalidade Cultura, pessoas e processos: como a Fogo de Chão mantém um padrão elevado de atendimento em operações grandes — com aprendizado contínuo e respeito à história.