![[SommCast] Agustín Lanús - Mestre em Viticultura e Enologia. Enólogo de Altitude Extrema em Calchaquíes #EP144](https://images.podster.com.br/shared/fbc69f5404d6e5d16086fd7489779fa9e7ccaac045ad4c58a47c527edd19a855/512.webp)
O que acontece quando você leva o vinho ao limite — geográfico, técnico e até filosófico? Neste episódio do SommCast, recebemos Agustín Lanús, um dos nomes mais inquietos da nova geração argentina, que decidiu explorar um território onde quase ninguém ousou chegar: vinhos produzidos entre 1.600 e mais de 3.000 metros de altitude nos Valles Calchaquíes. Um papo que começa na agronomia e rapidamente se transforma em uma jornada sobre identidade, risco e liberdade no vinho. Ao longo da conversa, Agustín compartilha como saiu de Buenos Aires — sem tradição familiar no vinho — para construir um projeto autoral praticamente do zero. Falamos de microvinificações em diferentes vales, da criação de uma “bodega móvel” nas montanhas, da redescoberta das uvas criollas e até da identificação de uma nova variedade autóctone. O episódio também mergulha em temas profundos: fermentações com leveduras indígenas, viticultura consciente, terroirs extremos e a liberdade criativa que países como Argentina permitem — diferente do modelo europeu mais engessado. No fim, fica uma provocação clara: até onde o vinho pode ir quando você abandona o manual? Este episódio é sobre isso — sobre desafiar limites, repensar o que é qualidade e entender que o vinho não nasce pronto… ele é construído, testado e, muitas vezes, reinventado. Destaques 🌄 Altitude extrema como identidade Agustín trabalha com vinhedos que chegam a mais de 3.000 metros — um dos limites mais altos do mundo. Isso muda tudo: concentração, acidez, espessura da casca e até o perfil aromático dos vinhos, que ganha notas mais herbais, mentoladas e tensionadas. 🍇 Criollas: de uva esquecida a protagonista Por muito tempo vistas como uvas simples, as criollas ganham protagonismo nas mãos de Agustín. Ele mostra como vinhos leves, versáteis e gastronômicos podem surgir dessas variedades ancestrais — inclusive de plantas com mais de 100 anos. 🧪 Microvinificações e exploração constante Sem vinhedo próprio no início, ele criou um modelo baseado em pequenos lotes de diferentes terroirs. O resultado? Um laboratório vivo de vinhos, onde cada safra é uma nova descoberta — e não uma repetição. 🚛 A bodega móvel nas montanhas Para lidar com a logística extrema, Agustín literalmente levou a vinícola até a montanha. Adaptou um trailer com equipamentos para vinificar no local, reduzindo impacto e aumentando qualidade — uma solução criativa para um terroir radical. 🌱 Viticultura consciente vs rótulos de marketing Mais do que “orgânico” ou “biodinâmico”, ele defende uma viticultura consciente — baseada em observação real do vinhedo, uso mínimo de insumos e respeito ao ambiente e às comunidades locais. 🍷 Fermentação com leveduras indígenas Em altitudes extremas, a carga natural de leveduras é tão alta que permite fermentações espontâneas com grande complexidade. Resultado: vinhos mais autênticos, menos padronizados e mais conectados ao lugar. 🌍 Liberdade criativa do Novo Mundo Enquanto regiões europeias seguem regras rígidas, Argentina oferece liberdade total para experimentar castas, técnicas e estilos. Para Agustín, esse é um dos maiores ativos da nova geração de produtores. 📖 Vinho como narrativa e cultura Mais do que técnica, o vinho é história. Cada garrafa carrega território, pessoas e escolhas — e essa construção narrativa, aprendida na Europa, é central no trabalho dele.