
DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 23/10/2026 TÍTULO A RELAÇÃO DO CRISTÃO COM O ESTADO TEXTO De tempos em tempos otexto de Romanos 13.1 a 7 se torna objeto de especial interesse da igreja deCristo em virtude dos acontecimentos que lhes cercam, sempre em busca de orientaçãoquanto à questão da relação entre os cristãos e o estado em que vivem. Há hojecristãos vivendo em países que enfrentam diretamente esta questão, devido aadoção de um sistema de governo que restringe a liberdade de seu povo os levoua ter que encarar seriamente esta questão e sua conduta para com o governo deseu país. O primeiro princípio que devemos considerar nos éapresentado pelo apóstolo Paulo no primeiro verso deste texto, nos tornandocientes que a existência de governos humanos é uma obra de Deus “TODA a alma esteja sujeitaàs autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e asautoridades que há foram ordenadas por Deus”. Oestado e os governos não são uma invenção humana, são resultado da ação deDeus, uma vez que foi o próprio Deus que ordenou o Estado, de forma que a noçãode governo, lei e ordem foram estabelecidas por Deus. Isto não significa que todo governante, em especial os mausgovernantes, foram colocados em uma posição de autoridade pela vontade diretivade Deus, nem que Deus tenhaestabelecido as formas de governo que hoje há, mas que o conceito degoverno humano foi criado por Deus. Destaforma os modelos de governo como monarquia, parlamentarismo, presidencialismonão foram conceitos estabelecidos por Deus, mas pelos homens. O que aprendemos aqui é que devehaver um governo, uma autoridade constituída, seja por um rei, um imperador ouum presidente. Desta forma, qual deve ser a relação entre o cristãoe o Estado? Reconhecemos que o pensamento vigente diz que que o cristão nãodeve ter nenhum contato com o mundo político ou governamental. Porém pensemos na seguinte hipótese: a Bíblia nos manda orar pelas pessoasinvestidas de autoridade, e Paulo deixa isso claro em sua epístola a Timóteo “ADMOESTO-TE, pois, antesde tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças, portodos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, paraque tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade ehonestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nossoSalvador, que quer que todos os homens sejam salvos, e venham ao conhecimento daverdade” (1Timóteo 2.1 a 4). Ao orarmos pela salvação de um governante e se ele vier a sersalvo pela fé em Cristo, ele deve deixar imediatamente o governo por que agoraele é um cristão? É claramente enganoso o pensamento de que por ser cristão,uma pessoa não deve interessar-se pelas questões governamentais. Ser cristão não nos tira deste mundo. Não hánada de errado em um cristão concorrer a um cargo governamental do ponto devista em que ele irá tratar de questões que não são morais ou espirituais, comoa saúde de seu povo, a educação, a segurança pública, a economia de ummunicípio, de um estado ou do governo federal. Estes interesses não sãopecaminosos em si. É interesse do cristão que as melhores mentes cuidem decoisas que afetam sua vida, como a economia. Destaforma o ensino de Romanos 13.1 a 7 é que o governo é essencial a vidacivilizada, e que o cristão deve se interessar pelas coisas espirituais, assimcomo pelo sistema que o cerca.