
DEUS ESTÁ SEMPRE PRONTO A NOS PERDOAR E TRANSFORMAR TEXTO Quão profundas verdades oleitor atento das sagradas Escrituras encontra ao refletir sobre a vida deJosé, filho de Jacó, patriarca de Israel. Ao olharmos além de seus penosos anoscomo escravo no Egito, encontramos José revestido de autoridade e poder, administrandouma poderosa nação em meio a maior carestia já vista em seus dias. Esta fomeestendeu-se além dos limites do Egito, chegando a Canaã, onde habitava afamília de José, de forma que pela providência divina, um encontro outrora improvávelocorreu “Assim,entre os que iam lá foram os filhos de Israel para comprar, porquehavia fome na terra de Canaã. José, pois, era o governador daquela terra; ele vendia atodo o povo da terra; e os irmãos de José chegaram e inclinaram-se a ele, com orosto em terra” (Gênesis 42.5,6). É difícil imaginar o que passou pela mente deJosé neste momento. Seus sonhos de infância? Uma oportunidade de vingança?Reconheçamos que, acima de tudo, Deus tinha um plano em tudo isto, uma novaoportunidade aqueles que haviam anteriormente errado. Faremos bem emrefletirmos nesta questão. Uma dasprimeiras questões que observamos é que José não agiu de forma impulsiva areencontrar seus irmãos, conectando o que estava acontecendo com aquilo queanteriormente lhe fora revelado pelo Senhor, como nos é narrado “Então José lembrou-se dos sonhos quehavia tido deles e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver anudez da terra” (Gênesis42.9). Tal artimanha serviu para que José exigisse que trouxessem a suapresença seu irmão mais novo, que havia ficado com o pai em Canaã, retendo Simeãojunto a ele “Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãospreso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossacasa, Etrazei-me o vosso irmão mais novo, e serão verificadas vossas palavras, e nãomorrereis. E eles assim fizeram” (Gênesis 42.19,20). Assim, o objetivo de Joséé alcançado, levando seus irmãos a refletirem seriamente quanto a suas atitudespassadas, como lemos “Na verdade, somos culpados acercade nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós,porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contrao menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido” (Gênesis42.21,22) Apósalgum tempo os irmãos de José retornaram ao Egito, trazendo consigo a Benjamim,como haviam prometido. Mais uma vez José os conduz a uma situação limite,ordenando que seu copo de prata seja colocado dentro da bagagem de Benjamim,sem que ninguém o soubesse. Interceptados já em seu retorno a Canaã, os irmãosde José são trazidos a sua presença debaixo de fortes ameaças, pois aquele emcuja bagagem for encontrado o copo de prata será sentenciado a escravidãoperpétua. O furto é atribuído a Benjamim, o que leva seus irmãos ao desespero.Se ao abandonarem José eles não demonstraram nenhuma compaixão para com ele nempara com seu pai, agora, arrependidos, demonstram-se dispostos ao sacrifíciopessoal em prol de sua família, como revela Judá “Agora,pois, fique teu servo em lugar deste moço por escravo de meu senhor, e que subao moço com os seus irmãos. Porque, como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo?Para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai” (Gênesis 44.33,34). É nestemomento, ao perceber a mudança de coração de seus irmãos, que José se dá aconhecer a eles. Sempre encontraremos em Deus a restauração, independentedo que tivermos praticado, como bem o profeta Isaías nos faz saber “Buscai ao Senhor enquantose pode achar, invocai-o enquanto está perto.Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem malignoos seus pensamentos, e se converta ao Senhor,que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porquegrandioso é em perdoar” (Isaías 55.6,7).