
O artigo ¿Dónde se encuentra la consciencia? publicado na revista Telos examina a localização anatómica da consciência ao longo da história da ciência e propõe uma mudança radical de perspetiva. Inicialmente associada ao coração na Antiguidade e, posteriormente, fixada no córtex cerebral durante a modernidade, a investigação contemporânea sugere que a capacidade de sentir é mais primitiva do que se pensava. Especialistas como Jaak Panksepp e Mark Solms defendem que o afeto e a consciência elementar nascem em estruturas subcorticais muito mais antigas, nomeadamente no tronco encefálico. Esta hipótese ganha força através de evidências como o comportamento de crianças nascidas sem córtex e a Declaração de Cambridge, que estipula que vários animais partilham estes mesmos substratos neurológicos. Em suma, o texto desafia o paradigma tradicional de procurar a chave apenas onde a luz é mais evidente, abrindo novos debates na neurociência e na educação.