
Circula uma publicação que garante que um estudo recente «provou» que Chomsky estava errado e que falamos como o ChatGPT. Em vez de discutir a publicação, fomos ler o artigo de ponta a ponta. É um trabalho cuidadoso, com seis estudos e resultados pequenos mas consistentes, e que diz coisas interessantes para quem ensina línguas. Diz também bastante menos do que lhe atribuem. A publicação resume-se depressa: o cérebro não guarda a linguagem em árvores gramaticais, falamos a prever o bloco seguinte e é assim que funciona o ChatGPT. Do artigo, o que há a registar é outra coisa, e merece ser contada com algum vagar.