
O plano de ação da Comissão Europeia e o subsequente Memorando de Varsóvia revelam que a Europa enfrenta uma crise significativa nas competências básicas, especialmente na leitura e literacia. Os dados recentes indicam que um número alarmante de jovens e adultos apresenta dificuldades em compreender textos e utilizar aptidões fundamentais, sendo esta descensão motivada por fatores socioeconómicos, escassez de professores e pelas distrações digitais. Para colmatar estas falhas, a União Europeia propõe estratégias que abrangem a intervenção precoce, a integração de novas tecnologias como a inteligência artificial, e a modernização dos currículos escolares. Adicionalmente, a criação da Coligação Europeia para a Literacia promove uma abordagem intersetorial, envolvendo escolas, bibliotecas e decisores políticos. Em Portugal, embora os resultados se mantenham próximos da média da OCDE, observa-se uma quebra acentuada na última década, reforçando a urgência de adotar medidas estruturais para melhorar o desempenho educativo.