
Angola com a acentuada perda da exagerada dependência do turbo petróleo, esta aproximando-se ao momento da real política, que eu considero ser aquela politica, em que temos exclusivamente três variáveis, que articulam-se num sistema holístico que são: o social, politico e o económico. Porém, para o politico ascender as duas, terá dois caminhos: baixar os impostos para atender o social e aumentando os gastos públicos, e crescer a um ritmo económico baixo, ou aumentar os impostos, sacrificando o social aumentando os gastos públicos e crescer a um ritmo económico elevado. O que irá necessariamente, criar duas correntes politicas "direita e esquerda", e veremos a redução abismal de partidos políticos, favorecendo o surgimento das coligações. Só por este caminho mataremos a falaciosa crença de que o país pode crescer sem que o povo sinta ou o pais pode ter um povo mais feliz sem que o económico decresça, porque alcançaremos o equilíbrio económico onde um lado só pode crescer em detrimento do decréscimo do outro. Perspectivo que neste momento as eleições serão verdadeiros testes de ferros, onde falsos políticos venderão terra vista não humanamente alcançadas em um mandato ou dois, e os fazedores económicos sofrerão com as venda poucos rentáveis, que trará resultados económicos negativos ao país. Todavia, com o povo em festa no curto prazo no hiato entre o mandato e as próximas eleições. Do outro lado também teremos políticos mais realistas que venderão verdadeiras perspectivas de terra vista, só que pagas com sacrifico exaustivo do povo, onde os fazedores económicos lucrariam o país com as vendas. Porém com o povo em austeridade no curto prazo no hiato entre o mandato e as próximas eleições. Austeridade, essa necessária, em situação em que o pais esta no movimento de expansão e não de recessão. Ao meu entender, no momento actual do país não é para austeridade, deveria ser o ideal para restabelecermos a venda de todos os potencias produtos commodities que possuímos, com os recursos que ainda temos do turbo petróleo, para que no momento da real politica o nível de rendimento per capita seja tão alto, que permita que com o mínimo, o povo possa viver bem e estar preparado para enfrentar grandes desafios nacionalistas. Caso contrário estamos sentados num barril de pólvora, que até um maluco qualquer poderá detona-lo em qualquer momento. Ilustres, acabou o momento da abonança descontrolada, fruto da crença nos poderes mágicos do turbo petróleo, agora devemos repensar, planear e implementar com maior controlo, os frutos que ainda podemos colectar dos poderes mágicos do turbo petróleo, para podermos juntos construir um futuro pouco tenebroso, para as próximas gerações Angolana. Criando mais refinarias, criando mais polos industriais, criando, qualidade no ensino, qualidade na saúde, habitação condigna e saneamento básico, para que os índices de desenvolvimento humano cresçam e tenhamos um país mais prospero. Verdim José Os crimes da mente.