
Durante a pandemia da Covid-19, que chegou ao Brasil no ano passado e que aqui em Alagoas infectou cerca de 240 mil pessoas e matou mais de 6 mil, até agora, o governo federal não se eximiu – apesar de muitos erros – ajudou com a liberação do Auxílio Emergencial, com dinheiro para as prefeituras se precaverem contra a doença independente se apoiassem ou não o governo de Bolsonaro e com o dinheiro da Lei Aldir Blanc de incentivo à cultura. É claro que muita gente usou da malandragem para receber o Auxílio e o dinheiro destinado as prefeituras nem sempre foram usados para o combate a pandemia. Em resumo, graças a malandragem de alguns, o dinheiro que era para ajudar os necessitados e as famílias que perderam algum parente, serviu para deixar uns poucos ainda mais ricos. Bem, até aí nenhuma novidade. Até que surge a divulgação de dados de técnicos do Banco do Brasil (BB), do Controle Interno do Ministério do Turismo e da Secretaria Especial da Cultura que nos revelam o desprezo de alguns gestores para com os artistas da terra. O minucioso levantamento comprova que aqui em Alagoas – inacreditavelmente – 27 municípios não gastaram um só centavo com o pagamento do incentivo da Lei Aldir Blanc, que é uma ajuda para os artistas de todo o país tentarem sobreviver durante o tempo que ficaram impedidos de realizarem shows. Na lista estão, só aqui do Sertão, Batalha, Canapi, Major Izidoro, Maravilha, Minador do Negrão, Olivença, Palestina e Piranhas. Todas essas prefeituras, embora tenham recebido o dinheiro, não pagaram a nenhum artista local.