
Primeiro foi a divulgação de uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, que tem circulação nacional e é um dos jornais mais respeitados do mundo, que colocou em suspenção a idoneidade da vacinação contra a Covid em diversas cidades do Brasil, entre elas várias de Alagoas, inclusive algumas daqui do Sertão. Diz a reportagem que diversas doses da vacina Astrazeneca foram aplicadas vencidas, sem que as pessoas que estavam tomando soubessem. E nem poderiam saber. Somente em Alagoas, foram aplicadas mais de 300 doses da Astrazeneca que estavam fora do prazo de validade, o que pode comprometer a eficácia e proteção contra a Covid-19. As doses aplicadas depois de expirar a validade são de um lote do Instituto Serum que havia se vencido no último dia 14 de abril, mas continuaram sendo aplicadas depois da data, mesmo com o conhecimento de prefeitos, secretários de saúde, médicos e enfermeiros. Na relação das cidades do Sertão que vacinaram as pessoas com o imunizante fora da validade estão Batalha, Major Isidoro, Santana do Ipanema, Palestina, São José da Tapera, Canapi e Delmiro Gouveia. Bem, conspurcando a idoneidade, em São José da Tapera, por exemplo, que só no ano passado recebeu cerca de R$ 5 milhões de reais do Governo Federal para combate a pandemia, uma ampola da vacina contra a Covid foi quebrada e quem cuida da saúde dos taperenses não informou a nenhuma autoridade. É de um desprezo que aspira ao estado da arte. Mas o absurdo não para aí. Agora, o grupo de estudo da Universidade Federal de Alagoas revelou que 463 alagoanos, em 83 cidades, tomaram todas as doses de alguma das vacinas aplicadas também com as datas fora da validade.