
No criticando filmes deste episódio, o mais recente filme do espião secreto mais conhecido do mundo - 007 sem tempo para morrer Na película, James Bond se aposenta do MI6 após ter buraquinhos em seu coração (novamente). Cinco anos depois ele recebe um pedido de ajuda de um amigo da CIA que (novamente) o envolve com a organização criminosa Spectre. Mas dessa vez o perigo vem em uma escala global, esta, orquestrada pelo vilão Lyutsifer Safin (interpretado pelo ator Rami Malek). James Bond então precisa entrar em ação para (de novo) salvar a vida de milhões de pessoas. Em um panorama geral, o filme entrega excelentes cenas de perseguição, rápidas cenas de luta corpo a corpo – cenas de tiro como nunca se viu na franquia – um dos destaques vai para um plano de sequência em uma escadaria. Passeando por algumas homenagens a outros títulos interpretados por Daniel Craig, é um filme que diverte, tem um bom argumento e boas interpretações, porém nada expansivo demais. Como destaque fica as atuações de Lashana Lynch, Jefrrey Wright e Ana de Armas Christoph Waltz retorna como Blofeld roubando a cena, embora sem muito espaço e tempo em vídeo, o que na verdade é bem triste, pois o ator interpreta seus personagens com muita maestria, especialmente os vilões. Atuando como vilão principal em Spectre – filme anterior – este “no time to die” portanto, apresenta o mesmo problema de seu antecessor: não dar espaço justamente para expansão do personagem Blofeld, que poderia ser tão contextualizado e enriquecido. “Sem tempo para morrer” entrega pouquíssimos bond moments que se pode relembrar depois. Com relação ao vilão principal, interpretado por Rami Malek (o Freddy Mercury de Bohemian) é bem-criado, embora mal escrito. O personagem aparece pouco e embora possa causar grande estrago, passa longe de se apresentar como uma real ameaça. Tanto que na metade da obra, já não tem motivações para continuar na trama. Infelizmente é uma grande decepção, pois quando o nome do ator foi anunciado como vilão do novo filme, as expectativas foram altíssimas. Embora o artista seja muito talentoso e entusiasmado, provavelmente tenha sofrido ação oposta de um roteiro sem grandes expectativas para Safin. Ou ainda, falta de uma direção eficiente no filme que pudesse apontar a contextualização do personagem. Um ponto positivo é que em vários momentos, a obra se debruça sobre ações e enredos repetidos, mas que deram muito certo em outros filmes do espião e isso entretém e traz boas memórias dos títulos que acertaram na história. O roteiro foge de alguns clichês, por outro lado, parece não sentir vontade de amarrar as pontas soltas com situações que façam sentido – porque na verdade, muitas não fazem sentido algum. Em outros momentos, parece abraçar esses clichês para se obter fácil resolução. Bem, em outras palavras, sem entregar a história, o roteiro possui furos e falhas gravíssimas de coesão! Abordando da metade até o clímax, infelizmente o filme pode ser um pouco indigesto principalmente aos fãs de 007, e o final deixa um gosto amargo na boca. A obra exibe a maior fragilidade da personagem James Bond, o que é muito interessante de se ver, mas nesse ponto, falta um apelo dramático enorme à história – que dessa vez parece um frenético filme de ação B, que não deixa tempo para essas emoções acontecerem, mesmo quando são muito necessárias. Em certos momentos, Bond está mais frio do que nunca, mas de uma forma robótica e sem sentido. Alguns momentos do roteiro trazem escolhas não inteligentes e até idiotas demais de um personagem que sempre fora muito sagaz.