
Criticando Filme apresenta a crítica do filme "Tubarão" (Jaws) A obra de 1975 de Steven Spielberg têm inúmeras características para agradar os apreciadores do cinema até hoje. Baseado na obra literária do autor Peter Benchley, o filme mostra a luta do chefe de polícia Martin Brody para fechar as praias de Amity, uma pequena cidade estadunidense, após alguns banhistas sofrerem ataques fatais, praticados por um grande tubarão branco. O chefe de polícia encontra resistência do prefeito da cidade, que não quer alarmar os moradores e turistas. Mas o pressionamento da mãe de uma das vítimas inspira o policial a caçar o grande predador. Os humanos insistem de todas as formas, que aniquilar o ser marítimo - de oito metros de comprimento e que pesa duas toneladas – é melhor do que fechar as praias durante o feriado na alta temporada. É bem claro desde o início que a trama passa longe de fazer-se cumprir os direitos dos animais, já que o tubarão é o grande antagonista da obra que há em todo o momento, de captura-lo e exibir sua cabeça como um troféu. Apesar dos desafios e contra-tempos causados, "Tubarão" é um filme de perfeição técnica bem pensada, efeitos práticos e especiais entusiasmantes (para a época) e apesar de ter um roteiro de fácil conclusão e muito explicativo, deixa poucas pontas soltas. Vale ressaltar a fascinante trilha sonora composta por John Willians, que foi vencedora do Oscar em 1976, juntamente com os prêmios de melhor mixagem de som e melhor montagem. A sonoridade do filme, ajuda o expectador e expectadora a mergulhar na atmosfera do filme. Mas com certeza, o que faz com que o longa seja memorável é seu brinde ao pavor. A promoção do terror psicológico e o receio do mal que o mar pode trazer, fez com que depois de 1975, ninguém conseguisse pisar na praia da mesma forma que antes após ter assistido ao filme. O fato de pouco se ver o tubarão em cena, faz com que o medo das águas se torne momentos de agonia e ansiedade toda vez que alguém se aventura ao dar um mergulho. O receio dos cativantes personagens - o chefe de polícia, o pescador/caçador e o oceanógrafo - começarem a temer a criatura pelo seu tamanho e ferocidade, faz com que seja fácil imergir no longa e cercado por nada além de água, também se afugente. Apesar de extensas, as cenas do barco "Orca" em alto-mar durante a caçada ao animal, geram uma verdadeira talassofobia, ou seja, fobia de mar. Em contato com filmes como Do Fundo do Mar (Deep Blue Sea), Sharknado, e o mais recente Megatubarão (The Meg, 2018), Jaws mesmo parecendo um filme idoso para os dias atuais, continua sendo um marco na história do cinema de suspense e sem dúvidas, um divisor de águas na carreira do diretor Steven Spielberg. Uma película que mesmo temporal, merece ser vista e revista. Por: Gui Reali